#TBT: Revolução Industrial 4.0

O mundo mudou e você precisa estar atento. Leia este texto e deixe seu comentário

No início de 2019, fiz uma homenagem ao livro clássico do professor do MIT Nicholas Negroponte para falar do movimento que a revolução industrial 4.0 está causando. A homenagem foi feita na coluna Vida Digital, na Rádio CBN, onde discutimos sobre o que é esse momento e o que ele que envolve.

Na coluna, tratamos sobre a conjuntura da transição que os processos tecnológicos estão passando e como eles mudaram e mudam nosso comportamento. O surgimento da inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual, Cyber Physical Systems (CPS), machine learning, IoT e tantos outros recursos nos propuseram que qualquer atividade repetitiva pode ser automatizada.

O legado de Henrik Von Scheel

Com isso, a discussão permeou pontos como o início dessas transformações e o que elas reconfiguraram com sua implementações a forma como o mundo. Para isso, nos embasamos no criador do conceito Revolução Industrial 4.0, Henrik Von Scheel. Henrik foi membro do Grupo Consultivo do Ministério Federal de Educação e Pesquisa – iniciativa política interministerial de inovação encarregada de definir a estratégia de alta tecnologia da Alemanha.

O autor é um dos mais influentes membros do conselho e é considerado um dos consultores estratégicos mais importantes de sua geração. O consultor tem seu trabalho aplicado às economias nacionais, desencadeou temas globais, influenciando o crescimento do PIB, redefinindo políticas nos governos e moldando a performance das 100 empresas mais valiosas. Empresas e nações com as quais ele trabalhou incluem 23% das empresas da Fortune 500 e 11 dos integrantes do G20.

Mais a frente, neste artigo, falaremos do livro “Economia Criativa 4.0 – O mundo não gira ao contrário” em que Henrik Von Scheel participou escrevendo o prefácio e falou sobre a fusão dos mundos digital, físico e virtual que reformulou todos os aspectos da vida. Em sua consideração, pontuou que desde o primeiro homem das cavernas, a humanidade se definiu pela capacidade de se equipar com ferramentas para gerenciar o ambiente. A era da industria 4.0 não seria diferente e é sobre ela que vamos discutir agora.

As revoluções industriais e as mudanças no social

Para entendermos como chegamos ao que se configurou atualmente, precisamos compreender de que forma se deram as primeiras revoluções e como elas modificaram o meio. No passado, existia um processo de produção de bens que era muito lento até a chegada da mecanização e o nascimento da indústria. O período que se deu a partir da segunda metade do século XVIII, na Inglaterra, trouxe consigo um grande desenvolvimento tecnológico que consolidou a industrialização e a formação do capitalismo, no ano de 1968 quando surgiu a primeira máquina a vapor.

Com a mecanização e as primeiras máquinas à vapor, o processo de desenvolvimento de bens ficou mais rápido e, consequentemente, trouxe maiores produções que gerou maiores vendas. Logo, a primeira revolução industrial causou grandes transformações na economia mundial, assim como no estilo de vida da humanidade, uma vez que acelerou a produção de mercadorias e a exploração dos recursos da natureza.

Mais tarde, entre a segunda guerra mundial, no período entre 1850 e 1870, a segunda fase da revolução eclodiu. Assim, apesar de parecidas, esta segunda não se limitou a Inglaterra e se expandiu para outros países. Além disso, houve o aprimoramento das maquinas e das técnicas de industrialização que propiciaram um novo momento nessa transição. Com a melhoria, a Inglaterra já era pequena para tanta produção. Novas mercadorias e uso das máquinas foram levadas para outros países, como Estados Unidos, França, Rússia, Japão e Alemanha.

A evolução não para por aí

As tecnologias que foram aparecendo nesse período, pós primeira revolução, deram início também a produção em massa. Além disso, trouxe consigo a automatização do trabalho e o surgimento de diversas indústrias, em especial as indústrias elétricas e química. Houve também um aumento considerável de empresas e o aprimoramento das indústrias siderúrgicas. Aqui, já é possível perceber que novos processos já estavam mudando o cotidiano, a forma de compra e a vida das pessoas.

Começaram a surgir as linhas de montagem, esteiras rolantes por onde circulavam as partes do produto a ser montado, para dinamizar o processo. Logo após, veio a indústria automobilística Ford, do empresário Henry Ford, implantada nos Estados Unidos. Esta indústria foi a primeira a fazer uso das esteiras que levavam o chassi do carro a percorrer toda a fábrica.

E não para por aí, vieram os os processos de fabricação do aço que permitiu a construção de ferramentas e máquinas. Logo após, houve o desenvolvimento técnico de produção da energia elétrica, assim como a invenção da lâmpada incandescente. Nos meios de transportes, veio a ampliação das ferrovias seguida das invenções do automóvel e do avião. Na medicina, surgiram os antibióticos, as vacinas, novos conhecimentos sobre as doenças e novas técnicas de cirurgia e no setor químico a descoberta de novas substâncias. Nesse momento, o petróleo e seus derivados permitiram o surgimento dos plásticos e o desenvolvimento de armamentos como o canhão e a metralhadora.

A tecnologia começa a aparecer

Pelo que vimos até aqui, as revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da competição tecnológica o cerne do desenvolvimento econômico. A que antecede a 4.0, começou no século XX, e trouxe consigo aparatos eletrônicos e uma verdadeira modernização da indústria. A terceira Revolução Industrial explodiu nos Estados Unidos e em alguns países europeus, quando a ciência descobriu a possibilidade de utilizar a energia nuclear do átomo.

Estudiosos também datam o início da terceira revolução com o descobrimento da robótica, empregada na linha de montagem de automóveis. A Terceira Revolução Industrial ganhou destaque a partir dos avanços tecnológicos e científicos na indústria, mas também alcançou progressos na agricultura, na pecuária, no comércio e na prestação de serviços. Enfim, todos os setores da economia se beneficiaram com as novas conquistas produzidas através de grandes investimentos empregados nos centros de pesquisas dos países desenvolvidos.

Invenções novas ou antigas?

Além destas novas invenções, teve também aprimoramento de invenções mais antigas. Isso tudo associado ao processo produtivo. Máquinas mais eficientes, instrumentos mais precisos e a introdução de robôs alteraram o modo de organização da indústria, possibilitando o aumento da produção e dos possíveis lucros, diminuindo os gastos com mão de obra, bem como diminuindo o tempo que se levaria até a fabricação do produto final.

O desenvolvimento e a expansão dos sistemas de comunicação por satélites, informática, transportes e telefonia proporcionaram o aparato técnico e estrutural para a intensificação das relações socioeconômicas em âmbito mundial. Esse processo é uma consequência da Terceira Revolução Industrial, uma vez que, por meio dos avanços tecnológicos obtidos, foi possível promover maior integração econômica e cultural entre regiões e países de diferentes pontos do planeta.

Aqui, o termo globalização parece ganhar forma e a tecnologia, de fato, começa a aparecer. Apesar de que o ato de globalizar permeou a história através do aumento do fluxo de trabalho entre os países e continentes. Além disso, sua origem remete ao período das Grandes Navegações no século XVI, num m processo de expansão econômica, política e cultural a nível mundial.

 

A Revolução 4.0 e o novo profissional

Em um outro vídeo, falamos há um ano, sobre como se deu essa indústria 4.0 e como o profissional atual se adequou aos novos formatos de mercado. Aqui, percebemos que a nova revolução utiliza de recursos altamente digitais para criar mecanismos de produção. Vemos que a Indústria 4.0 foi concebida no contexto do rápido crescimento da IoT (Internet das Coisas Industrial) em que robôs e inteligências artificiais passaram a comandar e administrar meios.

Com essa mudança, o impacto no social trouxe a necessidade de uma transformação no meio profissional, até porque as máquinas tomaram lugar nas grandes corporações. E, claro, deve tomar conta rapidamente de pequenos negócios. Esse processo de mudança pede que funcionários de organizações sejam instruídos nas operações de novas tecnologias.

Então, o que é esse profissional 4.0 e como ele atua no mercado atual? Basicamente, é o indivíduo que precisa se antenar, se atualizar, para utilizar desse novo movimento a seu favor. Afinal, está cada vez mais difícil tomar uma decisão sem ter processos reais bem definidos e sem a integração desses processos tecnológicos. Hoje, existe inúmeros sistemas computacionais que estão contribuindo com essa integração e provocam mudanças no comportamento comum.

Confira abaixo um debate interessante sobre o tema e entenda de que maneira a revolução industrial 4.0 permitiu modificar pessoas e, consequentemente, suas formas de trabalho.

O mundo não gira ao contrário

No início deste ano, lançamos o livro “Economia Criativa 4.0- O mundo não gira ao contrário” onde há diversas reflexões e pesquisa à respeito desse novo movimento. No livro, a palavra chave é disrupção para enxergar como a evolução da inteligência artificial afeta todas as áreas da indústria criativa. A revolução propiciou que telefones fossem atendidos por softwares, por exemplo, e que GPS nos levem a lugares e nos diz o melhor caminho para chegar. Esses são apenas alguns exemplos que nos mostram como nossa vida se tornou dependente de inteligências alheias.

Logo, a forma como recebemos informações, nos relacionamos mudou. Nesse meio, os negócios também mudaram. O livro é uma espécie de guia para se descolar neste universo criativo e em constante mudança. Dividido em 6 capítulos, a reflexão perpassa pelo surgimento da economia criativa, fazendo uma análise sobre consumo, cultura, mídias e tecnologia. O estudo alcança ainda os conceitos de IHC adaptado a essa economia, design audiovisual até chegar na revolução industrial 4.0. Neste capítulo, a preocupação é justamente provocar e evidenciar que a trajetória vem sendo construída como referência para aprofundamentos necessários.

O mundo não gira ao contrário, lembrem-se disso. Afinal, esse movimento não tem mais volta. E, o grande diferencial neste processo, é que apesar de toda tecnologia, devemos ser cada vez mais humanos. Até porque qualquer atividade repetitiva pode ser realizada por uma máquina. É hora de pensar que: No momento que nos diferenciarmos, não teremos como ser substituídos.

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O que nos espera agora?

De fato, o desenvolvimento tecnológico que vivenciamos agora nunca aconteceu na humanidade. É quase impossível controlar a intensidade e a velocidade da indústria 4.0. Costumo dizer que viveremos muitos mais e será pouco feliz fazer a mesma coisa durante toda a vida. Poderemos ser escritores hoje, piloto amanhã, não sabemos. Passaremos a ter ciclos profissionais. Cada vez mais, estaremos atravessando processos e enfrentando supercondutores materiais. Não será necessário comer tanto, consumir tanto, gastar tanto. Acredito que teremos muito menos preocupações e mais tempo para viver.

Mais do que nunca, percebeu-se que o tempo vale vidas, pois, com o pulsar veloz da produção no chão de fábrica, relevantes mudanças na sociedade emergiram, como o surgimento de novas especializações técnicas, a diversificação de produtos ao consumidor final e o incentivo à cultura de segurança no trabalho.

Por outro lado, teremos que ser ágeis para acompanhar tanta transformação. Teremos que nos permitir adentrar em novas possibilidades sem deixar de lado a nossa humanidade. O que, nesse caso, é uma tarefa bem difícil. Precisaremos nos adaptar ainda melhor à vida e ter uma relação mais simples com os nossos bens.

Estaremos cada vez mais ligados à computação em nuvem, big data, internet das coisas, realidade virtual, impressão 3D, realidade aumentada…Não sabemos efetivamente quem será um robô, mas necessitamos nos diferenciar deles.

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Um forte abraço e #VamosEmFrente!

 

Uma indicação interessante de leitura é o livro “A quarta revolução industrial” de Klaus Schwab. Suas reflexões tratam das transformações que estamos vivenciando e, efetivamente, impactam a todos no planeta. Vale a leitura!
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